A REGIÃO DA BEIRA INTERIOR


É  na beira interior, identificada geograficamente como prolongamento do sistema central ibérico e históricoa e culturalmente pelas matrizes testemunhadas nas suas aldeias mediavais e cidadelas fortificadas que, a Denominação de Origem Beira Interior foi criada a 2 de novembro de 1999, resultado da aglutinação das regiões de Castelo Rodrigo, Cova da Beira e Pinhel, que passaram a sub-regiões desde então. Tem um passado histórico vitivinícola que remonta à fundação da nacionalidade portuguesa, está localizada no interior centro de Portugal, tem cerca de 16 000 hectares de vinhas e uma grande variedade de castas.
Situada no interior centro/norte de Portugal é a região vitivinícola mais alta de Portugal, com vinhas plantadas entre os 300 e os 700 metros de altitude.

Os vinhos são muito influenciados pela montanha e a orologia da região é dominada pelas serras da Estrela, Gardunha, Açor, Marofa e Malcata.
Os solos são de origem granítica (80%), na sua maioria, sendo os restantes essencialmente de origem xistosa, existindo entre o granito e o xisto alguns filões de quartzo.
O clima da região é muito agreste, com temperaturas negativas no Inverno e Verões muito quentes e secos. A precipitação média anual entre os 400 e os 700 mm, encontrando-se, contudo, concentrada nos meses de inverno e primavera, dando normalmente origem a um excesso de água no solo neste período. No verão por sua vez quase não chove, apresentando-se os meses de Julho e Agosto como os mais secos do ano em que o valor médio de precipitação é inferior a 10 mm/m2.
A região no seu extremo norte ocupa parte da Bacia Hidrográfica dos rios Côa e Águeda, que no Douro desaguam, no extremo sul da IG terras da Beira é ocupada pelas bacias hidrográficas do rios Zêzere e do Alto Tejo. Os encepamentos mais tradicionais são nas brancas a Síria, Fonte Cal, Malvasia, Arinto e Rabo de Ovelha, e Malvasia e nas Tintas, a Rufete, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, Trincadeira, Mourisco, Jaen e alfrocheiro.
A diversidade de castas utilizadas na região é também um factor natural relevante e mostra a aptidão natural que este território sempre teve para a cultura da vinha. As características edafo-climáticas da região têm uma influência direta nas especificidades analíticas e organolépticas dos vinhos, que se manifestam, nos vinhos brancos como vinhos de grande exuberância aromática e muita frescura, enquanto que, os vinhos tintos são mais complexos com aromas a especiarias e frutos vermelhos tendo grande frescura que lhe é dada essencialmente devido à altitude a que estes vinhos são produzidos.
Os vinhos rosados ou rosés, devem apresentar aroma e sabor jovem frutado e/ou floral quando novo, evoluindo com a idade para aromas terciários mais complexos, e com características organolépticas destacadas, nomeadamente na estrutura e no equilíbrio aromático e gustativo. Os vinhos espumantes e Frisantes reflectem muita frescura e apresentam grande exuberância aromática.

Sub Região vitivinícola de Pinhel


Situa-se entre as regiões do Dão e do Douro e a Sub-Reguião de Castelo Rodrigo com que confina, abrangendo o concelho de Pinhel e parte dos concelhos de Celorico da Beira, Guarda, Meda e Trancoso.

Fonte: CVRBI, IVV
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